Nota promissória: a promessa de pagamento que vale no papel
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Vendeu parcelado, emprestou pra um conhecido, fechou um acerto com data marcada — e a palavra, sozinha, ficou leve demais pro tamanho do combinado. A nota promissória existe exatamente pra esse momento: é o título de crédito mais simples do direito brasileiro, uma promessa incondicional de pagar uma quantia certa numa data certa, assinada por quem deve. Centenária, vendida em papelaria e ainda hoje um dos documentos mais buscados do país — porque funciona.
Só que a promissória tem uma característica que a separa dos outros documentos: ela é FORMAL. O texto precisa conter os requisitos do título, e um requisito faltando pode custar a força cambial. Esta página mostra o que uma nota promissória precisa ter, como preencher cada campo sem erro, por que a assinatura é de próprio punho — e como gerar a sua com o texto certo, pronta pra imprimir e assinar, em dois minutos.
O que a nota promissória precisa conter
A promissória brasileira segue a Lei Uniforme de Genebra (Decreto 57.663/1966). Do texto do título precisam constar:
| Requisito | Na prática |
|---|---|
| A palavra "nota promissória" no texto | É a denominação que identifica o título — o gerador já imprime na fórmula |
| Promessa incondicional de pagar quantia determinada | "Pagarei… a quantia de R$ X" — sem condição, sem "se", sem depender de nada |
| Nome de quem deve receber (beneficiário) | Promissória não nasce ao portador: o credor é nomeado, "ou à sua ordem" |
| Data de emissão | Quando o título foi criado |
| Assinatura do emitente (devedor) | De próprio punho — é ela que obriga |
| Vencimento | A data do pagamento (sem ela, o título vale à vista — melhor sempre indicar) |
| Praça de pagamento e local de emissão | Onde se paga e onde se emitiu — supríveis por presunção, mas o título completo não deixa dúvida |
O gerador do Reciba monta a fórmula completa com todos os itens, mais os que a prática consagrou: CPF/CNPJ das partes, endereço do emitente e o valor por extenso automático — a dupla número + extenso que dificulta adulteração.
Como fazer a sua, passo a passo
- Responda as perguntas. Quem promete pagar (com CPF e endereço), a quem, quanto (o extenso sai sozinho), a data do vencimento e a cidade de pagamento.
- Parcelou? Numere os títulos. Três parcelas viram três promissórias — 1/3, 2/3 e 3/3 —, cada uma com o seu vencimento. O campo "número do título" existe pra isso.
- Confira a prévia completa. O documento inteiro aparece antes de emitir, com a tarja de prévia. Valor, data e nomes conferidos com calma.
- Imprima e assine à caneta. O PDF sai em A4 com a fórmula cambial completa e a linha de assinatura em branco — a promissória vale com a assinatura de próprio punho do emitente. Entregue o título assinado ao beneficiário: é ele quem guarda o original.
Por que a assinatura é à caneta (honestidade que protege você)
Aqui o Reciba faz diferente dos nossos outros documentos — de propósito. Recibo, declaração e contrato saem com assinatura eletrônica e registro; a promissória sai com a linha de assinatura em branco, porque a validade cambial do título — a força que permite ao credor cobrá-lo como título de crédito — se apoia na assinatura de próprio punho do emitente no documento físico.
O registro eletrônico continua no rodapé, com QR: ele prova quem GEROU o documento, quando e com que conteúdo — útil se um dia alguém questionar a origem do papel. Mas o documento diz com todas as letras: o registro comprova a emissão; a validade cambial depende da caneta. Nenhum gerador honesto promete promissória "assinada digitalmente" — quem promete está vendendo um risco que é seu.
Os erros que enfraquecem uma promissória
- Valor divergente. O número diz R$ 1.200 e o extenso diz outra coisa — em título de crédito, prevalece o extenso; no gerador, os dois saem da mesma fonte e nunca divergem.
- Promessa condicionada. "Pagarei se o serviço for aprovado" descaracteriza o título — condição se combina em contrato, não na promissória.
- Sem beneficiário nomeado. "Pagarei ao portador" não funciona na promissória brasileira: nomeie quem recebe.
- Rasura. Titulo rasurado é título questionado. Errou? Gere outra via limpa — custa dois minutos.
- Cópia em vez de original. O credor guarda o ORIGINAL assinado; foto e xerox servem de lembrete, não de título.
Promissória, recibo e contrato: cada um no seu lugar
A promissória documenta a dívida — quem deve, quanto e quando paga. Ela convive bem com os irmãos: o contrato (ou termo simples) registra o combinado que deu origem à dívida; o recibo entra a cada pagamento, quitando a parcela — e, quitada a promissória, o emitente tem o direito de receber o título de volta (ou o recibo da quitação total). O trio fecha o ciclo do parcelamento informal com papel pra cada etapa.
E se não pagarem? (a resposta honesta)
A promissória é um título executivo extrajudicial (art. 784 do CPC): vencida e não paga, ela abre caminhos que uma dívida "de boca" não tem — do protesto em cartório à execução judicial. São caminhos formais, com prazos e regras próprias, e a decisão de usá-los merece a conversa com um profissional — advogado ou o próprio cartório de protesto informam o rito. O que o título faz por você é chegar nessa conversa com o documento certo na mão, em vez de uma conversa de WhatsApp.
Prescrição existe (em regra, três anos do vencimento para a execução do título) — mais um motivo pra promissória bem preenchida, com vencimento claro.
O aval: o reforço clássico do título
Quando o credor quer segurança extra, a prática consagrou o aval: uma terceira pessoa assina o título como avalista e passa a responder pela dívida junto com o emitente. No papel, é simples assim — o avalista escreve "por aval" (ou apenas assina) na frente do título, identificando-se com nome e CPF. É garantia pessoal séria: quem avaliza promete pagar se o emitente não pagar, e por isso a decisão de avalizar merece a mesma calma da decisão de emitir. Se o combinado de vocês inclui avalista, acrescente a identificação e a assinatura dele na via impressa — e todos os envolvidos ficam com o retrato completo da obrigação.
Quanto custa
- 3 primeiros documentos: grátis — pedem só o e-mail, e servem pra conhecer o fluxo com documento de verdade.
- Avulsa: R$ 1 no Pix. Sai limpa, sem o selo do Reciba, pronta pra imprimir. Parcelou em quatro? O Passe resolve.
- Passe do Mês: R$ 5. Trinta dias de documentos à vontade — as quatro promissórias do parcelamento, o contrato do serviço e os recibos de cada parcela, tudo dentro.
O título certo, sem depender da papelaria
A promissória de papelaria funciona há décadas — quando alguém preenche todos os campos certos, com o extenso certo, sem rasura. O gerador faz essa parte por você: a fórmula cambial completa, o extenso automático, o número do título pra parcelas e a prévia antes de fechar. Responda as perguntas, imprima e assine à caneta — a promessa de pagamento sai com a forma que o direito espera dela.
Todo documento emitido aqui pode sair com a chancela do Reciba — assinatura eletrônica com e-mail confirmado, registro com data/hora e IP, e QR de verificação. Veja como o QR funciona · Recebeu um documento? Verifique aqui.
Perguntas frequentes
O que uma nota promissória precisa ter pra valer?
Os requisitos do título (Decreto 57.663/66): a denominação 'nota promissória' no texto, a promessa incondicional de pagar quantia determinada, o nome do beneficiário, a data de emissão e a assinatura do emitente — mais o vencimento e a praça de pagamento, que completam o título. O gerador monta a fórmula com todos, incluindo o valor por extenso automático.
Nota promissória pode ser assinada eletronicamente?
O Reciba não vende essa promessa: a validade cambial do título se apoia na assinatura de PRÓPRIO PUNHO do emitente, e o documento sai com a linha em branco pra caneta. O registro eletrônico do rodapé, com QR, comprova a emissão (quem gerou, quando, com que conteúdo) — o próprio papel explica a diferença, com todas as letras.
O que acontece se a promissória não for paga no vencimento?
A promissória vencida é título executivo extrajudicial (art. 784 do CPC): existe o caminho do protesto em cartório e o da execução judicial, com prazos próprios — em regra, três anos do vencimento pra execução do título. A decisão de cobrar formalmente merece conversa com um profissional; o título bem preenchido garante que ela comece com o documento certo.
Como fazer promissória de compra parcelada?
Um título por parcela, cada um com o próprio vencimento e a numeração em série (1/4, 2/4, 3/4, 4/4) — o campo de número do título existe pra isso. O credor devolve cada promissória quitada (ou dá recibo da quitação), e o recibo de cada pagamento você também faz aqui.
Quem fica com a nota promissória?
O beneficiário (credor) guarda o ORIGINAL assinado — é ele o dono do título até o pagamento. O emitente faz bem em guardar uma cópia simples de controle e, ao quitar, receber o título de volta ou um recibo de quitação total. Foto e xerox servem de lembrete, nunca de título.
Promissória precisa de testemunhas ou de firma reconhecida?
Não — nem uma coisa nem outra são requisitos do título. É parte da simplicidade histórica da promissória: promessa escrita, requisitos formais no texto e a assinatura de próprio punho do emitente. Firma reconhecida só se as partes quiserem a camada extra, por opção.
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