Contrato de serviço simples: o mínimo que segura um combinado
3 documentos grátis, sem cadastro (só o e-mail). Quer com a sua logo e sem selo? R$ 1 no Pix. O Word é por sua conta e risco de formatação.

Existe um mito que sai caro: o de que contrato de verdade precisa ser comprido. O prestador adia o papel porque imagina vinte páginas de juridiquês, o cliente reluta em assinar o que não entende, e o serviço começa no aperto de mão — que é exatamente onde nascem as brigas. A verdade do balcão é outra: o que segura um combinado são quatro definições, e elas cabem numa página que os dois leem em três minutos. O que será feito. Por quanto. Pago como. Em que prazo.
Esta página mostra esse contrato mínimo por dentro: por que ele funciona, o que não pode faltar, o que é opcional, um exemplo real montado — e o caminho pra emitir o seu com aceite do cliente registrado, em dois minutos.
Por que o contrato de uma página funciona
O contrato longo protege no tribunal; o contrato simples protege antes — na execução do serviço, que é onde 99% dos problemas acontecem. E ele protege porque é lido:
- Cliente que leu não alega surpresa. As quatro definições estavam lá, em português claro. "Achei que incluía" morre na cláusula de objeto.
- Prestador que escreveu não esquece o que prometeu. O papel vale pros dois lados — e o profissional sério não tem medo disso.
- A conversa difícil fica fácil. Atrasou o pagamento? "Como combinamos na cláusula 2…" é uma frase possível de dizer sem estragar a relação. Cobrar de memória, não.
O contrato simples não é a versão pobre do contrato de prestação de serviços — é a versão que o dia a dia usa. O documento de vinte páginas que ninguém leu protege menos, na prática, que o de uma página que os dois entenderam e assinaram por inteiro.
As quatro cláusulas obrigatórias (e as duas opcionais)
| Cláusula | Pergunta que responde | Sem ela… |
|---|---|---|
| 1. Objeto | O que será feito, como e onde? | "Achei que estava incluído" |
| 2. Valor e pagamento | Quanto custa e como se paga? | "Pago quando der" |
| 3. Prazo | Quando começa e quanto dura? | "Pra semana que vem" eterno |
| 4. Partes identificadas | Quem contrata e quem presta, com CPF/CNPJ? | Papel sem dono |
| 5. Garantia (opcional) | O que você garante, por quanto tempo? | — |
| 6. Outras condições (opcional) | Material de quem? O que NÃO inclui? | — |
Sobre as opcionais, uma mecânica que mantém o contrato enxuto: no gerador do Reciba, campo opcional vazio simplesmente não vira cláusula. Seu contrato só carrega o que o seu combinado tem — nada de cláusula decorativa pra parecer importante.
O exemplo montado: a pintura do apartamento
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Contratado: João Batista Pinturas — CPF 678.901.234-55 Contratante: Fernanda Lopes — CPF 789.012.345-66
1. Objeto: Pintura completa do apartamento 71 (2 quartos, sala, cozinha e banheiro): preparação com lixamento, correção de trincas com massa corrida e duas demãos de tinta acrílica, cores escolhidas pela contratante. Teto incluído; portas e batentes não incluídos.
2. Valor e pagamento: R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais) — 50% no início e 50% na entrega, via Pix.
3. Prazo: 10 dias corridos a partir do início, previsto para 08/09/2026.
4. Outras condições: Tinta e materiais por conta da contratante, conforme lista fornecida pelo contratado. Horário de trabalho: 8h às 17h, dias úteis.
São Paulo/SP, 31 de agosto de 2026.
Repare no detalhe que mais evita briga: o objeto diz o que não está incluído ("portas e batentes não incluídos"). Uma linha negativa vale por três positivas — é ela que transforma o "aproveita e faz também" em orçamento novo, sem desgaste. E o valor aparece em número e por extenso: no gerador o extenso sai automático, e se você quiser conferir qualquer valor por conta própria, a ferramenta de valor por extenso escreve certo na hora.
O aceite: a assinatura sem imprimir nada
O contrato simples fica pronto rápido — e assina rápido também. No Reciba, o cliente confirma o aceite por código de e-mail: você indica o e-mail dele, ele abre o documento pelo link, lê e digita o código que recebeu — sem criar conta, sem baixar app. O aceite entra no registro com nome, data/hora e IP, na forma admitida pela MP 2.200-2/2001 (art. 10, §2º), e o contrato fica imutável pros dois lados, verificável pelo QR.
Pro cliente que prefere papel, o PDF em A4 sai com a linha de assinatura do contratante — imprime duas vias, caneta, uma pra cada. Nos dois caminhos, o seu lado já vai assinado eletronicamente, com e-mail confirmado e carimbo de data e hora.
"Mas contrato simples vale mesmo?"
A pergunta de todo mundo — e a resposta é sim, com uma explicação que liberta: a lei não exige forma especial para o contrato de serviço comum do dia a dia. O acordo entre as partes já obriga; o papel existe para provar e organizar o que foi acordado. Um contrato de uma página, com as partes identificadas, objeto claro, valor e prazo, assinado ou aceito pelas duas partes, é um contrato — o tamanho não é requisito de validade.
O que dá força ao documento é outra coisa: a clareza (as duas partes entenderam o mesmo combinado), a identificação (quem é quem, com CPF ou CNPJ) e a manifestação de vontade registrada (a assinatura na via impressa ou o aceite eletrônico com código, data, hora e IP). É exatamente o que o termo simples entrega — e é por isso que ele resolve a imensa maioria dos serviços comuns sem precisar de mais nada.
O que o contrato simples não dispensa é o bom senso na exceção: valor muito alto, risco fora do comum, condições sofisticadas — aí a página pede reforço profissional, como detalha a seção seguinte.
Onde o simples chega — e onde parar
Honestidade de balcão, porque contrato é assunto sério:
- O simples cobre o combinado comum. Conserto, reforma pequena, diária, job criativo, consultoria pontual, manutenção recorrente — serviços de escopo descritível em um parágrafo.
- O complexo pede advogado. Obra grande com medições e etapas, exclusividade, propriedade intelectual, multa e foro específicos, sociedade disfarçada de serviço: contrato sob medida, redigido por profissional. O termo simples não substitui assessoria no caso raro — ele resolve o caso comum, que é o que aparece toda semana.
- Contrato não é nota fiscal. O combinado é de vocês; a obrigação fiscal é da lei, conforme o enquadramento de quem presta. Dúvida aí é conversa com contador.
Se você é MEI e atende empresas, a versão com CNPJ no cabeçalho está na página do contrato para MEI; se o seu serviço é digital e por entrega, o contrato para freelancer desenha o mesmo mínimo pro seu mundo.
Do combinado ao contrato em cinco respostas
- Quem presta e quem contrata (com CPF ou CNPJ).
- O serviço, descrito com as suas palavras — incluindo o que não está incluído.
- O valor (extenso automático) e a forma de pagamento combinada.
- O prazo de execução.
- Garantia e condições extras, só se houver.
A prévia completa aparece antes de emitir — o contrato inteiro, cláusula por cláusula, pra conferir com calma. Os 3 primeiros documentos são grátis (com um selo discreto "Feito no Reciba"); o avulso custa R$ 1 no Pix, sem selo, com sua logo; e o Passe do Mês — R$ 5, trinta dias à vontade, sem renovação automática — cobre o contrato e os recibos de cada pagamento que vier dele.
O aperto de mão continua valendo — como começo. O contrato simples é o aperto de mão por escrito: mesmo tamanho, outra memória.
Todo documento emitido aqui pode sair com a chancela do Reciba — assinatura eletrônica com e-mail confirmado, registro com data/hora e IP, e QR de verificação. Veja como o QR funciona · Recebeu um documento? Verifique aqui.
Perguntas frequentes
Contrato simples de uma página tem validade?
Tem. A lei não exige forma especial para o serviço comum do dia a dia — o que dá força ao documento é a clareza do combinado, as partes identificadas com CPF ou CNPJ e a manifestação de vontade registrada, seja assinatura na via impressa, seja aceite eletrônico com código. Tamanho não é requisito de validade.
O que não pode faltar num contrato de serviço simples?
Quatro definições: o que será feito (objeto), por quanto (valor), pago como (forma de pagamento) e em que prazo — mais as partes identificadas. Garantia e condições extras entram só se existirem no combinado. É o suficiente para segurar a imensa maioria dos serviços comuns.
Como escrever o objeto do contrato sem juridiquês?
Com as palavras do próprio combinado, de forma concreta: o que será feito, como, onde — e o que NÃO está incluído. "Pintura completa do apartamento, teto incluído; portas e batentes não incluídos" evita mais briga que qualquer cláusula pomposa, porque as duas partes entendem o mesmo.
Contrato simples precisa de testemunhas?
Não é requisito para o contrato valer entre as partes. O termo simples do Reciba registra o essencial: seu lado assinado eletronicamente com e-mail confirmado e o aceite do cliente por código, com nome, data, hora e IP — ou a assinatura à caneta na via impressa, se preferirem papel.
Quando o contrato simples não é suficiente?
Em casos complexos: obra grande com medições, exclusividade, propriedade intelectual sofisticada, multa e foro específicos, valores muito altos. Aí o caminho é contrato sob medida com advogado. O termo simples resolve o caso comum — o conserto, a reforma pequena, o job de escopo claro.
Como faço um contrato de serviço rápido pelo celular?
No Reciba, respondendo cinco perguntas: partes, serviço, valor e pagamento, prazo e condições extras opcionais. A prévia completa aparece antes de emitir e o cliente aceita pelo link, por código de e-mail. Os 3 primeiros documentos são grátis; depois, R$ 1 no Pix por documento.
Mais sobre contrato de prestação de serviços
- Contrato de prestação de serviços: o combinado por escrito, sem juridiquês
- Contrato de prestação de serviços em Word: o modelo e o jeito certo de preencher
- Contrato de prestação de serviços para MEI: feche como empresa
- Contrato para freelancer: o job fechado por escrito